Digital

Diagnósticos de enfermagem da NANDA

Ano n/a
6 visualizações
0 downloads
BAIXAR LIVRO (PDF)

Descrição

No início da década de 1970, enfermeiros e educadores nos Estados Unidos descobriram que os enfermeiros, de modo independente, diagnosticavam e tratavam “algo” relacionado aos pacientes e suas famílias que era diferente dos diagnósticos médicos. Essa descoberta abriu uma nova porta à taxonomia dos diagnósticos de enfermagem e à criação da organização profissional atualmente conhecida como NANDA International (NANDA-I). Assim como os médicos usam diagnósticos médicos, os enfermeiros devem ter “algo” para documentar uma prática holística abrangente, auxiliando os estudantes a adquirirem nosso conjunto específico de conhecimentos e permitindo aos enfermeiros a coleta e a análise de dados, aperfeiçoando, assim, a disciplina de enfermagem. Passaram-se mais de 40 anos, e o conceito do “diagnóstico de enfermagem” inspirou e encorajou enfermeiros no mundo todo a buscarem uma prática independente, fundamentada em conhecimentos profissionais. No começo, enfermeiros que não residiam na América do Norte eram tão somente usuários finais da Taxonomia da NANDA-I. Hoje em dia, o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da Taxonomia contam com um sólido esforço global. Na verdade, durante este ciclo de publicação recebemos mais material para análise de novos diagnósticos e propostas de revisões de países fora da América do Norte. A organização, além disso, tornou-se realmente internacional: há membros participantes das Américas, Europa e Ásia, formando comitês, liderando-os como diretores e controlando organizações em funções de diretoria. Quem imaginaria que uma falante de inglês não nativa, originária de um pequeno país asiático, seria presidente da NANDA-I em 2016? Nesta versão 2018-2020, a 11ª edição, a Taxonomia apresenta 244 diagnósticos, dos quais 17 são novos. Cada diagnóstico é produto do trabalho de um ou mais de nossos diversos voluntários da NANDA-I, e a maioria deles tem uma base de evidências definida. Cada novo diagnóstico foi alvo de debate e aperfeiçoamento pelos membros do nosso Diagnosis Development Committee (DDC) antes do envio final aos membros da NANDA-I para votação e aprovação. Essa aprovação não significa que o diagnóstico está “finalizado” ou “pronto para uso” em todos os países ou áreas de atuação. Sabemos que a prática e os regulamentos e diretrizes de enfermagem variam de país para país. Esperamos que a publicação desses novos diagnósticos facilite mais estudos de validação, em partes diferentes do mundo, para que se alcance um nível mais alto de evidências. Submissões de materiais para análise de novos diagnósticos são sempre bem-vindas. Porém, no momento, temos a grande necessidade de revisar os diagnósticos existentes para que reflitam as evidências mais recentes. No preparo desta edição, nos esforçamos para destacar os problemas subjacentes de vários diagnósticos em uso atualmente. Mais de 70 diagnósticos não possuem nível de evidência (LOE, level of evidence), o que significa que não houve atualizações importantes nesses diagnósticos pelo menos desde 2002, quando foram apresentados os critérios para os LOE. Além disso, para o tratamento eficiente dos problemas descritos em cada diagnóstico, há necessidade de fatores relacionados ou de risco. Entretanto, após a redistribuição de alguns desses fatores para “Populações em risco” e “Condições associadas” (itens que não são tratáveis de modo independente pelos enfermeiros), existem vários diagnósticos que agora não têm fatores relacionados ou de risco. A NANDA-I é traduzida para quase 20 idiomas diferentes. A tradução de termos abstratos do inglês para outros idiomas pode ser uma tarefa frustrante. Quando enfrentei dificuldades com a tradução do inglês para o japonês, lembrei-me da história do século XVIII sobre estudiosos que traduziram um livro-texto de anatomia em holandês para o japonês, sem dicionário algum. Diz-se que esses estudiosos, algumas vezes, levaram um mês para traduzir uma única página! Temos, atualmente, dicionários e até mesmo tradutores automáticos, embora a tradução de títulos, definições e indicadores diagnósticos ainda não seja tarefa fácil. A tradução conceitual, diferentemente da tradução de palavra por palavra, demanda dos tradutores uma compreensão clara da intenção do conceito. Quando os termos em inglês são abstratos ou estão definidos de forma muito ampla, é mais difícil assegurar uma tradução correta dos conceitos. Ao longo dos anos, aprendi que, por vezes, uma mudança bem pequena do termo original em inglês pode facilitar o trabalho dos tradutores. Comentários e feedback dos leitores podem ajudar a melhorar a tradução de nossa terminologia, além de aumentar a clareza das expressões em inglês. A partir desta edição, temos três parceiros editoriais principais. Estabelecemos uma parceria direta com o Grupo A para nossa tradução para o português, e com Igaku-Shoin para grande parte de nosso mercado na Ásia. As demais regiões do mundo, inclusive a versão original em inglês, serão assumidas por uma equipe da Thieme Medical Publishers, Inc. Estamos bastante entusiasmados com essas parcerias e com as possibilidades que essas excelentes organizações podem trazer à nossa associação, além de disponibilizar nossa terminologia no mundo todo. Quero saudar o trabalho de todos os voluntários da NANDA-I, membros de comitês e seus diretores, e membros de diretorias, pelo tempo, comprometimento, dedicação e apoio contínuo. Quero agradecer aos nossos funcionários, liderados pela Diretora Executiva, Dra. T. Heather Herdman, por seus esforços e apoio. De modo especial, agradeço aos membros do DDC pelo excelente e oportuno trabalho na revisão analítica e edição da terminologia representada neste livro. Em especial, agradeço a liderança do Diretor do DDC desde 2014, Professor Dickon Weir-Hughes. Esse notável comitê, com representações da América do Norte e Sul e da Europa, é a verdadeira “força geradora” de conteúdos e conhecimentos da NANDA-I. Estou muito impressionada e satisfeita com o trabalho surpreendente e abrangente desses voluntários ao longo dos anos.

Informações Técnicas