A grande degeneração: a decadência do mundo Ocidental
Descrição
Há quase um quarto de século, no verão de 1989, Francis Fukuyama ousou prever “uma vitória descarada do liberalismo político e econômico [...] o triunfo do Ocidente” e proclamar que “o ponto final da evolução ideológica da humanidade” era “a universalização da democracia liberal do Ocidente como a forma final de governo humano”. 1 Hoje, o mundo é completamente distinto. “Liberalismo econômico” é uma marca denegrida, ao passo que os proponentes do “capitalismo estatal” na China e em outros lugares ridicularizam abertamente a democracia ocidental. O Ocidente está estagnando, e não só em termos econômicos. Em 2012, o Banco Mundial esperava que a economia europeia se contraísse e os Estados Unidos crescessem apenas 2%. A China cresceria quatro vezes mais rápido que isso; a Índia, três vezes mais rápido. Em 2016, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto da China ultrapassaria o dos Estados Unidos. 2 Aqueles que investiram no Ocidente em 1989 foram punidos (não obtiveram nenhum retorno desde 2000), ao passo que os que investiram nos demais países foram enormemente recompensados. Essa “grande reconvergência” é um acontecimento histórico muito mais impressionante do que o colapso do comunismo que Fukuyama antecipou com tanta astúcia. Na época em que ele escreveu, o centro de gravidade econômica do mundo continuava firmemente no Atlântico Norte. Hoje, fica depois dos montes Urais, e em 2025 estará logo ao norte do Casaquistão – quase na mesma latitude que esteve em 1500, às vésperas da ascensão do Ocidente.
Informações Técnicas
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- Categoria: História e Didática
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- Tipo: Outro
- Idioma: Português