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3 3 e straté g ias D e g U e r r a

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Descrição

Vivemos em uma cultura que promove valores democráticos de justiça para com todos, a importância de se encaixar em um grupo e saber coo_x0002_perar com outras pessoas. aprendemos cedo na vida que aqueles que são visivelmente combativos e agressivos pagam um preço social: impopula_x0002_ridade e isolamento. estes valores de harmonia e cooperação são perpe_x0002_tuados de modo sutil e não tão sutil – por meio de livros sobre como ter sucesso na vida; com as aparências agradáveis e pacíficas que aqueles que avançaram no mundo apresentam aos outros em geral; com noções de correção que saturam o espaço público. O nosso problema é que fomos treinados e preparados para a paz, e não estamos nem um pouco prontos para o que nos confronta no mundo real – guerra. esta guerra existe em vários níveis. Mais obviamente, temos nossos rivais do outro lado. O mundo se torna cada vez mais competitivo e desa_x0002_gradável. Na política, nos negócios, até nas artes, enfrentamos adversários que farão quase de tudo para ganhar uma vantagem. Mais perturbadoras e complexas, entretanto, são as batalhas que enfrentamos com aqueles que supostamente estão do nosso lado. Há aqueles que, visivelmente, fa_x0002_zem o trabalho em equipe, que agem de forma muito amistosa e agradá_x0002_vel, mas que nos sabotam nos bastidores, que usam o grupo para promo_x0002_ver as próprias prioridades. Outros, mais difíceis de se identificar, fazem o jogo sutil da agressão passiva, oferecendo ajuda que não vem nunca, instilando culpa como uma arma secreta. superficialmente tudo parece bastante pacífico, mas, por baixo, é cada homem e mulher por si próprio, esta dinâmica infectando até famílias e relacionamentos. a cultura pode negar esta realidade e promover um quadro mais gentil, mas sabemos e sentimos isto em nossas cicatrizes de batalha. Não é que nós e nossos colegas sejamos criaturas ignóbeis que não estão à altura dos ideais de paz e altruísmo, mas é que não podemos dei_x0002_xar de ser como somos. temos impulsos agressivos que são impossíveis de ignorar ou reprimir. No passado, indivíduos podiam esperar que um grupo – o estado, uma família ampliada, uma empresa – cuidassem deles, mas isto não acontece mais, e nesse mundo desamparado temos que pen_x0002_sar, antes de tudo, em nós mesmos e em nossos interesses. O que precisa_x0002_mos não é de ideais impossíveis e desumanos de paz e cooperação para realizar, e da confusão que eles nos causam, mas sim de conhecimento prático sobre como lidar com os conflitos e as batalhas diárias que en_x0002_frentamos. e este conhecimento não é sobre como ser mais enérgico para P r e FÁ C i O A vida do homem na terra é uma guerra. Jó 7:1 Qui desiderat pacem, praeparet bellum (se queres a paz, prepara-te para a guerra) Vegetius, século iV d.C. . 16 PreFÁCiO conseguir o que queremos ou para nos defender, mas sim sobre como ser mais racional e estratégico na hora do conflito, canalizando nossos impulsos agressivos em vez de negar ou reprimi-los. se existe um ideal a ser alcançado, deve ser o do guerreiro estratégico, o homem ou a mulher que administra situações difíceis e pessoas por meio de manobras hábeis e inteligentes.

Informações Técnicas

  • ISBN: -
  • Categoria: Filosofia
  • Editora: -
  • Tipo: Outro
  • Idioma: Português