Medicina Interna
Descrição
383 QUANDO A PNEUMONIA SE COMPLICA Vilma Laís Grilo, Ana Glória Fonseca, Francisca Delerue Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal Introdução A pneumonia necrotizante (PN) e o abcesso pulmonar (AP) são complicações raras da pneumonia da comunidade (PC) bacte_x0002_riana, mas que condicionam elevada morbilidade e mortalidade. Os principais microorganismos associados a PN e AP são Sta_x0002_phylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae e Pseudomonas aeruginosa. Dada a gravidade das complicações, a cirurgia é frequentemente essencial para o sucesso terapêutico. Descrição Homem de 57 anos, com antecedentes de cardiopatia valvular e tabagismo activo. Admitido por toracalgia pleurítica à direita, tosse e expectoração muco-purulenta com 5 dias de evolução. À admissão encontrava-se febril, polipneico, com murmúrio ve_x0002_sicular diminuído e fervores crepitantes na base direita. Apre_x0002_sentava parâmetros inflamatórios aumentados, insuficiência respiratória parcial e hipotransparência da base direita na ra_x0002_diografia de tórax. Admitiu-se PC hipoxemiante e iniciou amo_x0002_xicilina/ácido clavulânico e claritromicina, isolando-se Klebsiella pneumoniae em hemoculturas. Apesar da terapêutica dirigida manteve febre diária, toracalgia e expectoração hemoptóica. A reavaliação imagiológica mostrou abcesso lobar inferior direito de grandes dimensões, condensação da base direita quase di_x0002_fusa e empiema loculado. Alargado espectro de antibioterapia, sem melhoria clínica, analítica e imagiológica após 26 dias de terapêutica dirigida, pelo que foi submetido a descorticação pulmonar/lobectomia. A evolução desfavorável da PC apesar do tratamento é um problema comum, podendo estar relacionada com factores do hospedeiro e suas comorbilidades, resistências antibióticas, e desenvolvimento de PN e AP. Na presença de complicações com perpetuação de alterações estruturais pulmonares, o prognóstico é desfavorável mesmo com a instituição precoce de antibioterapia dirigida, carecendo de intervenção cirúrgica mutilante para adequado controlo do foco infeccioso, como se verificou neste caso clínico. Sala Portimão 09:00 - 10:00 CO002 422 UM CASO RARO DE ENDOCARDITE FÚNGICA COM EMBOLIZAÇÃO SISTÉMICA: A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO Francisco Teixeira Da Silva, Fernando Rocha Correia, Ana Sofia Costa Matos, João Pedro Pais, Rosana Maia, Miguel Romano, Manuel Ferreira, Diana Guerra, Carmélia Rodrigues ULSAM, Viana Do Castelo, Portugal Introdução A endocardite infecciosa (EI) fúngica é uma infeção rara, com incidência estimada de 2,9% nas 2 últimas décadas. Os agen_x0002_tes fúngicos mais frequentes são da família Candida [C.], sendo os mais frequentes a C.albicans e a C. parapsilosis. Descrição CASO CLÍNICO: Apresenta-se o caso de um homem de 81 anos, portador de bioprótese aórtica e com internamento re_x0002_cente para gastrectomia subtotal por adenocarcinoma gástrico, complicado por infeção nosocomial associada a catéter venoso central com fungemia por C. parapsilosis. Admitido no Serviço de Urgência por febre, astenia e anorexia com 1 mês de evo_x0002_lução. Ao exame físico apresentava sopro sistólico aórtico grau II/VI e esplenomegalia. Do estudo realizado, foi documentada bicitopenia, enfarte esplénico, massa aderente à face ventricu_x0002_lar da valva protésica “coronariana direita” no ecocardiograma transesofágico (ETE) e isolamento de C. parapsilosis nas he_x0002_moculturas. Iniciada terapêutica antifúngica com anfotericina B lipossómica, suspensa por reação anafilática grave. Opção por caspofungina, suspensa após documentação de resistência in vitro em teste de susceptibilidade; iniciou terapêutica com fluconazol. Foi recusado para cirurgica de substituição aórtica, considerando risco anestésico elevado. Evolução favorável nos ETE sucessivos. Teve alta com terapêutica supressora com flu_x0002_conazol oral. Readmitido posteriormente com dor lombar, febre e vómitos, tendo sido diagnosticada espondilodiscite séptica lombar. Desenvolvimento de resistência ao fluconazol, com evo_x0002_lução desfavorável, tendo sido verificado óbito. DISCUSSÃO São fatores de risco para EI fúngica a cirurgia valvular, antibiote_x0002_rapia prévia, dispositivos intravasculares e imunossupressão. O tratamento recomendado inclui intervenção cirúrgica precoce e curso longo de antibioterapia antifúngica. A EI fúngica de válvula protésica apresenta mau prognóstico e uma taxa de mortalida_x0002_de elevada; mesmo no tratamento combinado, a taxa de mor_x0002_talidade é ce
Informações Técnicas
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- Categoria: Ciências Médicas
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- Tipo: Outro
- Idioma: Português