Biomarcadores na Nefrologia
Descrição
A atenção que a doença renal crônica (DRC) vem recebendo da comunidade científica mundial nos últimos anos deve-se à observação de que a doença é muito mais frequente do que se pensava anteriormente. Por exemplo, os resultados obtidos no período de 1999 a 2004 no “National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES IV)” evidenciam que aproximadamente 18% da população adulta dos Estados Unidos da América (EUA), ou seja, cerca de 28 milhões de indivíduos apresentam DRC nos seus diferentes estágios.1 Este estudo é muito importante porque chama a atenção, uma vez mais, para a magnitude do número de pacientes com DRC, utilizando uma definição de consenso adotada mundialmente e uma amostra representativa nacionalmente da população americana. Se aplicarmos os percentuais encontrados nos diferentes estágios da DRC do estudo NHANES IV no Brasil, considerando que as causas e fatores de risco para DRC aqui são semelhantes às observadas nos EUA, é possível projetar que teríamos cerca de 20 milhões de brasileiros adultos nos diferentes estágios da doença. É importante observar que a DRC frequentemente cursa silenciosamente até os seus estágios mais avançados e, quando o paciente procura cuidados médicos, já apresenta uma ou mais complicação e/ou comorbidade da doença. O diagnóstico da DRC, particularmente nos seus estágios iniciais, quando ela é frequentemente assintomática, ficou enormemente facilitado pela proposta do NKF/KDOQI que se baseia em alterações da taxa de filtração glomerular (TFG) e em marcadores de lesão da estrutura renal.2 Neste capítulo, discutiremos a avaliação da TFG, componente funcional da nova definição da
Informações Técnicas
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- Categoria: Ciências Médicas
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- Tipo: Outro
- Idioma: Português